Quinta-Feira, 23 de Fevereiro de 2012

Curso - Conceito Maitland

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Módulo I  - 24 a 27 de Maio 2012
Módulo II - 21 a 24 de Junho 2012

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CONCEITO MAITLAND

O Conceito Maitland é uma técnica de manipulação e mobilização articular, que pode  ser realizada em qualquer articulação respeitando as direções, as amplitudes do movimento a orientação das superfícies articulares e a individualidade anatômica de cada indivíduo, aplicando de forma eficiente o grau de mobilização apropriado ao estágio da disfunção evoluindo as mobilizações passivas acessórias (artrocinemática) e fisiológicas, para movimentos ativos, com qualidade, sendo que o grande diferencial do conceito Maitland é o Raciocínio Clínico, que irá capacita-lo a  discernir quando, como, quanto e qual (is) técnica(s) é (são) mais apropriada para cada paciente, e neste curso você vai vivenciar na teoria e na prática, quais são as formas de Raciocínio Clínico existentes e como aplicar na prática clínica.

Para reprodução das mobilizações e manipulações não é necessário  conhecimento prévio, basta você praticar e aprender com um dos melhores, se não for o melhor, curso de Maitland do Brasil.

PRINCIPIOS ANATOMICOS E FISIOLÓGICOS

MAITLAND PILAR DA FISIOTERAPIA  MANIPULATIVA
Maitland o pilar da fisioterapia Manipulativa O “conceito”, como é conhecido, do tratamento manipulativo adotado, é baseado na avaliação e resposta ao tratamento, (sintoma: seu local, sua qualidade e seu comportamento aos movimentos e posições). É a resposta de movimento/ dor que constitui metade da pedra fundamental do conceito, a outra metade sendo a avaliação analítica. É a avaliação analítica que revela as alterações nas respostas de dor/ movimento durante o tratamento.

A aceitação crescente da manipulação é causada por:
Avaliação analítica contínua
Suavidade das técnicas iniciais de tratamento
Efeitos do tratamento que podem fornecer um refinamento para o diagnóstico diferencial e prognóstico

HISTÓRICO DO MAITLAND

Na década de 60, mais precisamente em 1961 Geoffrey Maitland, Fisioterapeuta Australiano, recebeu um prêmio para estudar na Inglaterra, onde iniciou seus estudos na diferenciação entre a manipulação, preconizada na época por James Cyriax, e a mobilização . Em 1964, foi lançado a 1ª edição do livro Manipulação Vertebral, traduzido mais recentemente para o português em 2002 pela editora Medsi, e em 1968 a 1 ª edição do livro Manipulação Periférica, ainda não traduzido.

Ao retornar para Austrália, iniciou a aplicação da abordagem terapêutica através do Raciocínio Clínico (Clinical Reasoning), processo de tomada de decisão, na qual o Fisioterapeuta é um investigador, criando questionamentos objetivos para mais precisamente chegar ao diagnóstico fisioterapêutico. O raciocínio clínico pode ser utilizado de forma hipotético-dedutivo; ou padrão-dedutivo, dependendo da experiência do profissional (Edwards e col. 2004).

O Conceito Maitland preconiza que independente da habilidade do Fisioterapeuta, as peças particulares só podem ser mobilizadas ou manipuladas nas direções de funcionamento das mesmas; que a avaliação deve ser feita de forma analítica, somando as informações colhidas no exame subjetivo e objetivo para que seja tomada a decisão do procedimento terapêutico (Maitland 1986). A contribuição de Geoffrey Maitland na Terapia Manual, foi classificar os graus de mobilização articular, para que tivessem maior aplicabilidade clínica.

Grau I: mobilização de pequena amplitude que não chega na barreira restritiva
Grau II: mobilização de grande amplitude que não chega na barreira restritiva
Grau III: mobilização de grande amplitude que chega na barreira restritiva
Grau IV: mobilização de pequena amplitude que chega na barreira restritiva
Grau V: mobilização de pequena amplitude feita em alta velocidade após a
barreira restritiva, conhecida como manipulação.

Os graus I e II são utilizados em quadros álgicos, enquanto os graus III e IV
são utilizados quando a restrição de movimento é o principal fator relacionado
ao sintoma.

BIOGRAFIA

Geoffrey Douglas Maitland
MBE, AUA, FCSP, FACP, SASP MapplSc Consultative Therapist Soutth Austrália, Australi
Maitland apresentou um trabalho, em 1962, na Physiotherapy Societhy of Australia, denominado “ The Problems of Theching Vertebral Manipulation” , no qual ele mostrou  uma clara diferença entre manipulação e mobilização e tornou-se um forte advogado do uso de movimento passivos gentis no tratamento  da dor, além das técnicas forcadas mais tradicionais usadas para aumentar a amplitude de movimento. Neste contexto pode ser adequado citar James Cyriax, um fundador da da medicina ortopédica e uma grande influência no desenvolvimento da terapia manipulatiava adotada pelos fisioterapeutas.

Conceito Maitland surgiu na década de 60, na Austrália (país com grande tradição na formação de fisioterapeutas manipulativos), sendo idealizado pelo Fisioterapeuta Geoff Maitland. Atualmente, consiste em um método padrão e imprescindível na vida profissional de fisioterapeutas que trabalham com terapia manual. Este conceito baseia-se em dados clínicos colhidos através de uma anamnese minuciosa, o exame físico (movimentos ativos, passivos e acessórios), sinais e sintomas, assim como os efeitos das técnicas sobre estes sinais e sintomas, que em conjunto levam o fisioterapeuta a um provável diagnóstico e consequentemente a uma melhor escolha das técnicas de tratamento, a fim de uma melhor evolução e resolução do problema.
A terapia manual é uma parte da fisioterapia onde o fisioterapeuta aprende a avaliar como um todo seu paciente, avaliando a dor e disfunção, detectando anormalidades do movimento, testando tecidos estruturais anatômicos e formar um programa de tratamento relacionado diretamente com os achados da avaliação cumprindo seu objetivo.
Os terapeutas manuais utilizam suas habilidades de avaliação, conhecimento de anatomia, biomecânica, fisiologia, ergonomia, etc, para relevar a importância de cada componente de hipótese de trabalho da causa do problema do paciente.
Grande parte da importância do conceito reside na avaliação manual dos movimentos fisiológicos (osteocinemáticos) e acessórios (artrocinemáticos) articulares. Este exame manual é parte essencial do diagnóstico físico de disfunções da coluna realizado pelo fisioterapeuta manipulativo (Jull et al, 1994).Lesões e patologias podem produzir disfunções destes movimentos fisiológicos e os mesmos podem ser reestabelecidos através de técnicas de mobilização (movimentos oscilatórios) e manipulação (movimentos de alta velocidade). Pesquisas têm mostrado que tal tratamento é mais eficaz do que o tratamento tradicional (Ottenbach e DiFabio 1994). Por exemplo, a terapia manipulativa espinhal (tanto a mobilização quanto a manipulação) é mais eficaz no tratamento da dor lombar do que cuidados médicos e tratamento conservador tradicional (Van Tulder et al 1994).

 

Artigos cientificos:

Terapia manual de Maitland na
capsulite adesiva do ombro: estudo de caso
Marcelo Luza*Lisiane Piazza**Rodrigo de Freitas Rabello***

Resumo

A presente pesquisa do tipo estudo de caso teve por objetivo investigar as respostas das mobilizações passivas oscilatórias controladas de Maitland na amplitude de movimento ativa do ombro na capsulite adesiva. A amostra foi composta por um indivíduo, do sexo masculino, da raça branca, com idade de 44 anos, profissional autônomo, com diagnóstico de capsulite adesiva do ombro direito, o qual apresentava-se no estagio três da capsulite adesiva, quadro de rigidez capsular. Foi realizada a coleta de dados da amplitude de movimento articular ativa do ombro através do goniômetro manual universal, sendo avaliados os movimentos de flexão, abdução, rotação interna e externa do membro afetado. O indivíduo foi submetido a dez sessões, onde foram utilizadas as mobilizações passivas oscilatórias controladas de Maitland, sendo realizadas três repetições de sessenta movimentos nos sentidos de deslizamento caudal, deslizamento posterior e deslizamento anterior da cabeça umeral. Após a décima sessão, foi realizada a goniometria conforme a avaliação inicial. Os dados coletados foram tratados de forma descritiva e apresentados em forma de gráfico. Como resultado, a pesquisa evidenciou melhora da amplitude de movimento ativa do ombro para todos os movimentos avaliados. Conclui-se que as mobilizações passivas oscilatórias controladas de Maitland merecem destaque no tratamento da capsulite adesiva do ombro, apresentando-se como um procedimento eficaz para a restauração da mobilidade articular do ombro.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 148, Septiembre de 201

ARTIGOS E PUBLICAÇÕES

Évaluation de la fréquence des accidents liés aux manipulations
vertébrales à partir d’une enquête rétrospective
réalisée dans quatre départements français
Complications following vertebral manipulation-a survey
of a french region physicians
A. Dupeyron *, Ph. Vautravers, J. Lecocq, M.E. Isner-Horobeti

Shoulder Pain
Scott David Martin ,Thomas S. Thornhill

Causes of complications from cervical spine manipulation
Timothy Mannand Kathryn M.Refshauge
Private Practice, New South Wales  The University of Sydney

Effectiveness of manipulative physiotherapy for the treatment of a neurogenic
cervicobrachial pain syndrome: a single case study – experimental design
I. M. Cowell, D. R. Phillips
Chigwell Physiotherapy Clinic, Essex, UK

Manual therapy treatment of cervicogenic dizziness:
a systematic review
Susan A. Reid*, Darren A. Rivett

Neck Pain
Kenneth K. Nakano

Manual examination of accessory movements–seeking
N. J. Petty,* C. Maher,w J. Latimer,w M. Leew

A descriptive study of the usage of spinal manipulative therapy
techniques within a randomized clinical trial in acute low back pain
Deirdre A. Hurleya,, Suzanne M. McDonoughb, G. David Baxterb,
Martin Dempsterc, Ann P. Moored

Manipulation of the cervical spine
W. A. Hing*, D. A. Reid*, M. Monaghanw

Measurement of Accessory Motion:Critical Issues and Related Concepts
Daniel L Riddle

Biomechanics of Joints
Eric L. Radin , Sheldon R. Simon

The cercical Spine and NecK
Orthopaedic Examination made Easy

Clinical Neuroanatomy of the Abdomen and Pelvis: Implications for Surgical Tratment of Prolapse
Margarey Roberts, MD, PhD

Foot and Ankle Biomechanics
Jeffrey D. Towers, M.D Cristopher T. Deble, M.D, and Sara K, Golla, M.D

Causes of complications from cervical spine manipulation
Timothy mann and Kathryan M. Refshauge

Manual Therapy treatment of cervicogenic dizziness a systematic review
Susan A. Reid, darren A. Rivett

Diagnosis and classification of chronic low back pain disoders:Maladaptative movement and motor control impairments as underlyng mechanism
Peter O'Sullivan

Conteúdo programático

MÓDULO I

  1. Introdução
  2. Comunicação
  3. Modelo Geral de Avaliação
    - Exame Subjetivo
    - Exame Objetivo
    - Prática
  4. Conceito de Mobilização Oscilatória
  5. Seleção das Técnicas
  6. Complexo Pélvico
    - Avaliação
    - Técnicas de Tratamento
    - Prática
  7. Lombar
    -Avaliação
    -Técnicas de Tratamento
    -Prática
  8. Quadril
    -Avaliação
    -Técnicas de Tratamento
    -Prática
  9. Tornozelo e pé

MÓDULO II

  1. Cervical
    -Avaliação
    -Técnicas de Tratamento
    -Prática
  2. Costelas : Primeira e Segunda
  3. Ombro / Clavícula
    -Avaliação
    -Técnicas de Tratamento
    -Prática
  4. Mão
    -Avaliação
    -Técnicas de Tratamento
    -Prática

Curriculo do Ministrante

Edelberto Marques
Formação Acadêmica:
Graduação:IBMR -1994
Pós-grad: Docência Superior - 1996
Doutorado: Universidade de Buenos Aires - 2007

Cursos de Extensão

Curso Maitland - Tradudor e Assistente do Prof.Gordon Cummings-1996/2002
Osteopatia:Escola de Madri - 1999/2003
Curso de Acupuntura- ABACO/CBA-2003/2005
Curso de Aperfeiçoamento em Acupuntura na Universidade de Beijing-China
Curso Mulligan
Professor Credenciado Internacionalmente pelo Conceito Mulligan. MCTA
Entre outros: Energia Muscular, RMA, PRT, Kinect Control, Balanceamento Muscular, Cinesiologia Holística, Técnicas Harmônicas,
Neurodinâmica de Shacklock.

 

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